Por Conexão Salto Alto
O aleitamento materno é um dos momentos mais importantes na vida de mãe e filho, trazendo benefícios que vão muito além da nutrição. Para entender melhor sobre o tema, o Conexão Salto Alto conversou com a nutricionista de Pontes e Lacerda, Sara Rayane, que destacou as vantagens, mitos e cuidados essenciais para garantir uma amamentação saudável.
Todos os nutrientes que o bebê precisa
Segundo Sara Rayane, o leite materno é completo e insubstituível nos primeiros meses de vida.
“O aleitamento materno tem todos os nutrientes que a criança precisa, especialmente até os primeiros seis meses de vida. Seja vitaminas, nutrientes… tudo o que o bebê precisa para se manter vivo, o aleitamento materno fornece.”
A recomendação, explica a nutricionista, é de aleitamento exclusivo até os seis meses — sem necessidade de água, chás ou outros alimentos. A partir daí, inicia-se a introdução alimentar, mas a amamentação pode seguir até os dois anos de idade ou mais, de acordo com a rotina e decisão da mãe.
Benefícios para o desenvolvimento do bebê
Sara ressalta que o leite materno vai muito além de matar a fome:
“Existem pesquisas que mostram um melhor desenvolvimento cognitivo, menor predisposição a doenças e mais resistência imunológica. Além disso, há o vínculo afetivo, que reforça a segurança e o bem-estar do bebê.”
Esse laço emocional é fortalecido pelo contato físico e visual durante a amamentação, criando um momento único de conexão.
Quando o bebê dá sinais de mudança
Não existe uma idade exata para encerrar a amamentação. O próprio bebê começa a indicar quando precisa de outros alimentos.
“Após os seis meses, o bebê pode mostrar menos interesse em mamar, espaçar as mamadas ou se distrair durante o processo. Isso indica que ele está pronto para novas experiências alimentares.”
Os benefícios para a mãe
A amamentação também traz vantagens para a saúde materna.
“Durante a amamentação, o cérebro libera ocitocina, o chamado ‘hormônio do amor’. Esse hormônio ajuda a prevenir a depressão pós-parto, reduz riscos de câncer de mama e de colo de útero, diabetes tipo 2 e hipertensão.”
Além dos ganhos para a saúde, a amamentação ajuda na recuperação física:
“Amamentar gasta, em média, 500 calorias por dia, ajudando a mãe a voltar ao peso mais rapidamente.”
Desafios e apoio no início
Sara reconhece que os primeiros dias podem ser difíceis, especialmente para mães de primeira viagem.
“O começo pode doer por causa da pega incorreta. O ideal é buscar orientação de enfermeiras obstétricas para corrigir a posição e evitar machucados.”
Ela reforça a importância de não desistir diante das dificuldades:
“Não é por nós, é pelo nosso bem mais precioso. Amamentar é vida.”
Como organizar a rotina para a introdução alimentar
Para Sara Rayane, o segredo é fazer a transição com calma, respeitando o ritmo do bebê.
“Comece com uma refeição por dia, como o almoço, por exemplo. Depois, inclua uma fruta no lanche. Aos poucos, vá evoluindo para duas a três refeições principais e um ou dois lanches, de forma gradual.”
Essa entrevista reforça que a amamentação não é apenas um ato de alimentar, mas de nutrir corpo e alma. Com informação e apoio, mães e bebês podem aproveitar ao máximo essa fase tão especial.











